Em pleno domingo aqui estava fazendo aquela arrumação, aquela limpa em papéis antigos e encontrei um caderno, no qual quando estava triste, escrevia o que estava sentindo.Era meu Blog não virtual.Fiquei tão impressionada com o que escrevi que resolvi postar essa confissão feita no ano passado por uma menina de 17 anos amargurada,tristonha e em um daqueles dias terríveis de crises da adolescência.
Rio de Janeiro, 15 de Março de 2009
Bom, aqui estou em mais um desabafo aflito e angustiante.Enquanto escrevo, choro.Choro para aliviar um pouco toda essa dor que sinto em meu peito.Choro sozinha,pois quero que meu choro fique só entre 2 indivíduos: Deus e eu.
Mas sinto e sei que o choro não é a solução de nada.As dores estão cada dia maiores e persistem por vários motivos.A quem quero enganar?Posso ter 1 final de semana feliz, mas tenho 363 dias de eterna tristeza e solidão.Adoraria saber o porquê de tanta impotência, sensação de incapacidade.Por que sentir-me tão infeliz?Queria que as coisas não fossem tão terríveis para mim sabe?Parece que o que faço não é o suficiente, não é o bastante.E isso me aborrece, me entristece, me empobrece.Fico completamente pobre, e a pobreza a que me refiro não é a econômica e sim, a espiritual.
Fico pobre de espírito,de alegria, de vontade de viver.Tantas pessoas com problemas maiores que os meus e eu reclamando.Mas é que meus problemas pesam tanto sobre meus ombros e cabeça que é impossível esquecê-los facilmente.
Eu só queria que as coisas fizessem mais sentido, fossem mais fáceis.Tivessem razão entende?Sinto-me como se estivesse caindo num poço sem fim, rezando para que alguém ou alguma coisa me puxasse para cima e me fizesse enxergar a luz de novo.
Meu coração está sombrio e escuro e sente que infelizmente assim permanecerá por muito tempo.Adoraria voltar a sonhar.Voltar a pensar que a vida é um arco íris e que no fim,tudo dará certo.Mas acho que nunca mais terei essa visão, e sim a visão real dos fatos.
É uma briga de titãs gigantesca para ver quem ganha entre razão e emoção.Digamos que está empatada,mas no empate não prevalece a harmonia, e sim mais guerra para ver qual dos dois fica sob meu comando.
Enquanto essa briga prevalece, aqui fico.Uma pobre mortal vivendo esse pesadelo infeliz que é minha vida agora.






