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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Peace of mind




              Ultimamente, minhas melhores experiências reflexivas têm sido no caminho de volta à casa.Não digo melhores na intenção de excelência, mas melhores para tentar entender melhor algumas coisas.Hoje, não foi diferente.
            Andando pelas ruas lotadas do Méier em pleno horário de almoço, deparei-me com o caos.Trânsito intenso, pessoas andando em ritmo acelerado, estudantes em algazarra, buzinas irritantes tocando a todo instante.Confesso que me irritei, e cheguei a ponto de achar que minha cabeça iria explodir.Mas em meio a minha escancarada aflição ao olhar àquilo,resolvi desacelerar. Mas desacelerei mesmo.Andei em ritmo lento, aquele devagar quase parando, a ponto de uma senhora vir perguntar se estava me sentindo bem.
               Não sei o porquê, mas naquele momento de "calmaria", me senti livre, em paz.Minha mente simplesmente se desligou da realidade perturbadora daquele momento e entrou em um mundo completamente diferente.Viajei para um lugar tão bonito, tão surreal.
              Imaginei Fernando de Noronha, um lugar que sempre quis conhecer.Na verdade, sonhava em me casar lá.Mas acho que não vou casar.Então, conhecer pra mim já é o suficiente.Me imaginei a mergulhar naquela água límpida e cristalina, a explorar todos os cantos daquele paraíso.E no meio de todo esse imaginar, o meu ônibus chegou.
           Mas depois de sentar em meu assento quente e nada confortável,voltei a viajar.Agora me imaginei apenas vendo um lindo por do Sol na praia, sentada na areia, com o vento alisando meus cabelos revoltos e meu rosto sorridente.Acompanhada de alguém.Não alguém que me ame, porque não acredito mais no amor,mas alguém que me compreenda,que me abrace,que me acolha.
        Senti uma imensa alegria, serenidade.Parecia que todos os meus problemas, os meus medos, minhas angústias haviam desaparecido naquele momento e que eu era invencível.Queria na mesma hora dar uma de mochileira sabe?Partir sem rumo, indo ao encontro do desconhecido.Ainda estou sob o efeito da maravilha,da viagem mental.Ainda estou em paz de espírito, em paz com o mundo,em paz com Deus.
                             

                            Ao som de   I gotta find Peace of Mind -Lauryn Hill  ♥
                  
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sábado, 18 de setembro de 2010

Interstícios









"Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. 
Como quem não aposta. Como quem brinca somente.







Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade.


 Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça.







Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não.







Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina.
 É o quão isso te faz sorrir. E só. "
  

                                                                                           Por Elenita Rodrigues    ♥
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Express Yourself

                 










                 Dez horas.Sentada em um ônibus a caminho de casa,lendo um livro maravilhoso de Zuenir Ventura( quem sabe quando acabar de ler não poste meu parecer a respeito?!) sobre a inveja e ouvindo O mundo é um moinho na voz do inesquecível Cazuza, lembrei de uma conversa que tive com uma pessoa maravilhosa há alguns meses atrás.
                  Em um papo agradabilíssimo, essa pessoa me fez diversas perguntas.Primeiro,perguntou o porquê da minha ira, da minha cara de brava ao olhar as pessoas.Respondi que não sabia, que achava que era um mecanismo automático de auto-defesa.Ele disse que não era necessária essa minha defesa, que sabia muito bem me defender de tudo e de todos.
                 Depois me fez uma pergunta que foi o motivo de estar refletindo até agora sobre esse assunto.Ele disse:"Por que você não é mais você"? Apesar de ter achado a pergunta estranha, entendi o que ele quis dizer, mas me fiz de desentendida.Ele insistiu e perguntou: "Por que você desistiu de se expressar"?
                Não respondi.Não sabia o que dizer,então simplesmente me calei.Ele aproveitou o meu silêncio e disse diversas coisas que me deixaram tão feliz a ponto de querer chorar.Ele me disse:"Olha, eu tenho um conselho a dar.Não se perde não.Não deixa a sua personalidade canceriana te dominar.Não se esconda, se revele, saia da concha.Surpreenda pessoas todos os dias, se expresse.É tão lindo o seu expressar, o seu sentir, o seu amar.Independente do que venham a falar ou pensar, seja você.Não esquece".
               Lembrei desse acontecimento e confesso que uma lágrima caiu de meu rosto, molhando até a página 83 do livro, que era a que estava lendo no momento.Perdi a minha voz, a minha expressão.Então, nesse exato momento, me prometi que ia fazer de tudo para que voltasse a sentir, a me expressar.
              Àquela pessoa que me fez acordar para a vida, ou pelo menos o que me resta dela(espero que seja muita coisa), agradeço.Agradeço por me tirar da concha, por me mostrar a luz no fim do túnel, por me fazer buscar a expressão e eu lhe prometo que procurarei até achá-la.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O amor em paz





Eu amei, e amei ai de mim muito mais do que devia amar
E chorei ao sentir que iria sofrer e me desesperar 
Foi então, que da minha infinita tristeza aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver e de amar em paz 
E não sofrer mais, nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste quando se desfaz
                                                                        
                                                          Ao som de O amor em paz-Gal Costa ♥
            
              
                   

       Nada é para sempre.Se você se separou de alguém, seja um namorado, um amigo, um amante ou até uma paixonite e isso dói, darei um conselho que pode parecer estranho e esquisito,mas que no fim faz algum sentido.Viva sua tristeza.Chore, abrace um alguém que te faça sentir segurança e paz interior.Ouça músicas tristes.Recolha-se em seu interior,mas não deixe isso interferir e nem transparecer no cotidiano.Ocupe sua mente de um jeito bom.Não pense em hipótese alguma nos momentos bons que viveram juntos, e sim nos momentos bons que VOCÊ ainda viverá.Daqui a algum tempo, essa dor vai diminuir até desaparecer por completo.É um processo doloroso, mas que no final, vale a pena.Basta crer para ver.

 Jéssica Luiz Gomes 
                 
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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mais estranho que a ficção

                    







                   Depois de um dia cansativo e meio angustiante, cheguei em casa com um enorme pesar.Coloquei-me abaixo do chuveiro.A água fria que caía em meu rosto e molhava meus cabelos me deu um certo alívio, um certo conforto.Vesti a roupa mais agradável que encontrei ,sentei no sofá, peguei o controle remoto e comecei a avaliar o que iria ocupar o meu tempo parte da tarde.
                   Um certo canal com um certo filme me chamou a atenção.Já o tinha visto antes, mas parei para analisá-lo e vi o quanto é fantástico certos conceitos inseridos na história.O filme se chama Mais Estranho que a Ficção e é com Will Ferrel, que geralmente faz comédia, mas que nesse filme fez drama.Um drama agradável, até meio cômico em certas partes.
                 A história conta um certo dia em que Harold Crick, um funcionário solitário da Receita começa a ouvir uma voz que narra todos os seus hábitos, fazeres, dizeres,enfim, tudo a seu respeito com uma incrível precisão e em um certo momento do dia, Harold ouve essa voz dizer que ele está em situação de morte iminente e tenta fazer de tudo para que essa situação não chegue.Harold nem imagina que é personagem do livro de Kay Effel (Emma Thompson) e Kay nem imagina que o personagem que ela tem que matar em seu livro realmente existe.
                 Ver esse filme me fez questionar se no futuro não serei um Harold.Não no sentido da morte iminente(não que eu saiba),mas no sentido de solidão, de vazio.Em um certo momento, Harold diz que se sente um "personagem de sua própria vida narrada".Todos nós somos personagens da vida.Todos os dias, um capítulo diferente.Um novo fato, uma novo acontecimento, um novo sentimento (ou não).
                Crick procurou um especialista em Literatura, que de início, achou que o mesmo estava louco.Mas após ouvir "Mal sabe ele...", resolveu dar atenção a Crick e pediu para que anotasse o que era na verdade a sua vida, do que era feita realmente, de comédia ou de tragédia.Será que a comédia vem mesmo da tragédia?Será que é da tempestade que vem a bonança?Honestamente,não sei responder
                Quem será que a escreve? A vida, quem é o autor dela? Eu queria muito bater um papo com ele, falar sobre umas coisas que acho que precisam de uns ajustes.Algumas coisas que necessitam de mudanças.Nada exagerado, mas mudanças imediatas.Um pouco de serenidade também não cairia mal.
                Mas que graça teria se vivêssemos já sabendo nosso fim?Nenhuma.Até que dá um pouco de emoção não saber o amanhã.Sinceramente,espero que o meu amanhã seja tolerável, seja agradável.Mas que para isso, não tenha que sofrer como Crick sofreu.
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O desejo de desejar


            Depois de um feriado prolongado e agitado, no ônibus cheio e nesse 8 de setembro frio ao meio- dia ,parei pra questionar meus desejos. Quando falo desejo, muitas pessoas associam a palavra a sexo.Mas desejar algo vai muito além do prazer carnal.Vai na alma,vai no coração e é tão benéfico para a vida.
           Sinto muitos desejos, muitos mesmo.Lógico que como toda mortal no auge dos 18 anos, sinto sim desejos sexuais, mas esses sinto que podem esperar mais um pouco para aflorar, para evoluir,para amadurecer.
          Nesse momento, desejo ter uma boa companhia,boas amizades, pessoas com a  alma bonita e que me ajudem a evoluir como ser humano.Desejo também o prazer de ler um bom livro, de ver um bom filme, de ter uma boa conversa proveitosa e saudável que consiga me nutrir de felicidade, nem que seja só por aquele instante.
         Confesso que desejo um grande amor, por alguém.Faz tanto tempo que não amo, acredita?Me sinto até meio oca, porque o amar é tão bom, tão gostoso.Quando falo em amar, não falo só de amar um garoto ou cara ou homem, falo em amar outras coisas.Não quero fazer nada nem gostar de ninguém por obrigação e sim pelo simples prazer de amar.
        Também desejo a verdade, a bondade, a amizade verdadeira, a honestidade, a boemia, a proximidade sincera.
        Um conselho a um alguém?Desejem o bem.Desejem e,independente do que e de qual for o desejo,sinta e viva o máximo que puderem, porque desejar é humano e é lindo.


 Ao som de Bebel Gilberto- Momento ♥
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sábado, 4 de setembro de 2010

Forever?Absolutely NOT



             Ultimamente, tenho refletido sobre as coisas que dizia ser para sempre.NADA é para sempre,nada mesmo.Nem a vida é eterna.
     Certos acontecimentos me tem feito refletir e amadurecer como pessoa.Todos têm me abandonado e não estão nem aí para isso.
     Não sinto mais que preciso de muletas, de apoios.Vou aprender a me virar sozinha e assim sobreviver a tudo e a todos que atravessarem de forma negativa o meu caminho. QUE SE DANE!A minha vida continua, com ou sem vocês.E tenho dito.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um trem para as estrelas













São 7 horas da manhã
Vejo Cristo da janela
O sol já apagou sua luz
E o povo lá embaixo espera
Nas filas dos pontos de ônibus
Procurando aonde ir
São todos seus cicerones
Correm pra não desistir
Dos seus salários de fome
É a esperança que eles tem
Neste filme como extras
Todos querem se dar bem

Num trem pras estrelas
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas

Estranho o teu Cristo, Rio
Que olha tão longe, além
Com os braços sempre abertos
Mas sem proteger ninguém
Eu vou forrar as paredes
Do meu quarto de miséria
Com manchetes de jornal
Pra ver que não é nada sério
Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
Da gente se salvar depois

Num trem pras estrelas
Depois dos navios negreiros
Outras correntezas

Num trem pras estrelas,
outras correntezas...

                                                                                    Cazuza  ♥
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Escrever











Escrever é rabiscar sentimentos
Pensamentos e sensações.
Escrever é iniciar um momento...
Em que se coloca para fora todo seu pensar.
Escrever é atualizar em letras
Nossos pensamentos e ideais
nossas raivas e dores.
Escrever é registrar um momento
Um sentimento um ideal
Escrever é mostrar ao papel
Inicialmente ao papel e depois a todos
O que se passar conosco
Escrever para mim é viver                


                                                          Escrito por alguém...            
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Identidade

                    
Ao som de Vida Louca Vida Cazuza ♥




Querido Blog,

  
      Tive uma aula na faculdade que geralmente é meio monótona, mas que hoje me chamou a atenção.A professora de Sociologia no final da aula nos deu um "dever de casa", que era ler a apostila dela(que é um porre) e abrir a nossa carteira e avaliar o que há dentro dela.Ela disse que queria que avaliássemos e refletíssemos sobre nossa identidade.Afinal, alguém tem absoluta certeza e segurança para afirmar qual é a sua identidade?
    Identidade vai muito além daquele pedaço de papel que usamos para ir ao cinema, ou que apresentamos quando vamos pegar algum documento importante.Identidade é quem você realmente é, o seu eu interior.A sua identidade revela seu modo de pensar, de agir e de se comportar perante a sociedade, perante a sua família, perante a si mesmo.
    Confesso que associo minha identidade com minha personalidade,minha crença comportamental.Não sei se é o correto, mas cada um a avalia como acha melhor e eu avalio a minha desse jeito.Digo que tenho duas identidades, duas personalidades que me dominam e  fazem com que entre em um consenso, em um acordo de sanidade(é o que acho).Tentarei apresentá-las e explicá-las a você.
    Uma de minhas personalidades é meio Kurt*, meio triste sabe?É como Renato*, que definia-se como "uma esponja que absorve as dores do mundo".Aquela que é puro sentimentalismo, que viveu na época do Mal do Século.A exagerada de Cazuza*,a impulsiva, a  saudosa, a recolhida,a canceriana mesmo.
   A outra, é meio louca, meio insana, inconsequente.Quer sempre festa, diversão, e assume diversos riscos, diversos medos que encara numa boa.É boêmia como Vinicius* e a diva de Beyoncé. Aquela amiga, que gosta de tudo e de todos(não, ela não é alcoólatra).Que gosta de ajudar e que gosta de carinho, de atenção.Acha que tem um poder incrível e que pode encarar qualquer um que tentar rebaixá-la .
   A mistura de dois opostos resulta em mim, que tenta equilibrar e fazer das duas uma só.Há quem diga que isso é loucura, que é bipolaridade.Eu digo que é normal.E você, o que me diz? Qual é a sua identidade?
  
1.Kurt: Kurt Cobain, vocalista do Nirvana
2.Renato:Renato Russo, vocalista do Legião Urbana
3.Cazuza: Cantor e poeta
4.Vinicius: Poeta
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Menina mulher da pele preta,que escreve para expressar o que sente e o que bem entende xD