Ao som de Kate Nash- Foundations
O primeiro contato: dia 30 de Dezembro de 2009.Aonde? Por intermédio de amigos, conhecidos em comum.O assunto conversado: todos, não tivemos vergonha ou pudor um do outro,mas nosso papo não foi obsceno ou erótico.Foi papo de alma, de coração.Contamos nossos segredos, nossa vida assim de cara.De início, ficamos bem amigos, amigos íntimos.Não houve beijo?Não, não aconteceu, pois sentimos que aquela noite não era a certa e eu gostava de outro alguém.Trocamos telefone?É claro, valia a pena aquilo.
Me senti viva, feliz ao lado de alguém que me entendia.Mal me conhecia e queria muito mais de mim.Era diferente dos caras que vinha conhecendo, do cara que gostava.Tinha uma boa energia.Primeiro telefonema? Demorou 3 dias, mas aconteceu.Como foi? Foi incrível, melhor que pessoalmente até.Bom, ele brigou comigo, me deu um chacoalhão mental que me fez acordar para a situação que estava vivendo.Não valia a pena, estava me entregando mentalmente a quem não merecia. Me disse "Olha, eu gostei muito de você.Te achei bacana e acho que você não merece viver isso.Viva mais, procure o melhor.Pouca coisa pra você não dá.Somos amigos há pouco tempo mas já vejo um brilho em você.Pra uma estrela, o mundo é o limite".Achei que era assunto dele, nunca me vi como estrela.No máximo como um meteorito daqueles indesejáveis e prejudiciais.
Quantas conversas aconteceram depois da primeira?Muitas,daquelas de virar a noite, via internet ou via celular.Segundo encontro? Rolou, lógico.O de praxe:cinema, jantar.Tudo muito agradável, lindo.Uma energia diferente aconteceu e... Tá, rolou o beijo.Se foi bom? Foi maravilhoso.Gostei bastante.Meses passaram e ficamos nessa:conversas, encontros, beijos, enfim, essas coisas.O sentimento? Veio devastador, avassalador, desesperado, rompendo a barreira do limite.Por quanto tempo me enganei? Por muito tempo, não queria ser rápida demais, por isso fui vivendo a minha vida, se é que me entende.Ele vivia a dele, tinha esse direito.
A confissão? Foi mais complicada que eu pensava.Não foi bem o que eu esperava, foi difícil.O chamei pra conversar.Enrolei, enrolei e...falei.A expressão naquele rosto moreno e sereno foi diferente da habitual.Foi uma mistura de surpresa e desespero, por assim dizer.Achei aquilo estranho, mas nada me foi dito naquele momento.Só o que permaneceu foi o silêncio.E isso é ruim.O silêncio é pior que a resposta positiva ou negativa.Me trouxe em casa e disse que ligava depois.O telefonema aconteceu? Não, e eu já previa o final da história a partir dessa atitude.
E o depois? Foi pior que podia imaginar.O distanciamento foi imposto, a máscara foi caindo, comportamentos diferentes sendo revelados.Aconteceram conversas depois disso? Sim sim, mas nada como antes.Uma frieza intensa da parte oposta.Aquela frieza de congelar por dentro, paralisar coração.Houve uma última conversa? Não foi bem uma conversa, foi um "recado" da parte oposta,nem a chance de falar tive.Se eu puxei o assunto? Claro que não, meu orgulho não deixa,apesar do meu afeto atrapalhar um pouco.O que me foi dito? Muita coisa, mas o que marcou foi "Não posso ser só seu, sou do mundo, gosto de viver assim.Você me marcou de alguma forma, mas não da que queria.Sinto muito, mas não posso dar meu coração somente a você.Meu coração é de ninguém.Tenho o dom de iludir,às vezes sem querer, mas na maioria das vezes de propósito.Não me pergunte o porquê,nem eu mesmo sei.Bom, é isso.Outro dia nos falamos melhor." Se implorei por alguma coisa?Claaaro que não, não sou disso.Me derroto por dentro, só desabo depois, sozinha.
A conclusão de tudo? Nem sei qual foi, só sei que foi isso, assim, desse jeito.Meus sentimentos agora? Nem sei se existe algum bom.Só os que consigo pronunciar são: tristeza, raiva, desilusão.
Se vou ficar bem depois de tudo isso? Vou sim, sempre fico.A desilusão já é integrante ativa da minha vida, já faz parte de mim.
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